O tempo desgasta
As solas de suas sandálias
No chão das nossas cucas
Arrasta seus pés cansadamente
E deita na rede dos sorrisos
Enrugando o canto seco
Em nossas bocas.
O tempo é o velho de chapelão
Que, melancólico, vai pela
calçada
O tempo é a todo tempo
Nada.
O tempo é a ferida inflamada na
perna
O mato no casco do potro
O tempo é a todo tempo
Outro.
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