sábado, 22 de novembro de 2014

veja e tal e qual
cereja 
como qualquer uma
furta-cor, fruta-pão
pedaço de naco de teco de chupão
casca folha miolo
polpa
cajá caixa cacho coxa
queixo encaixe
travando
sorvendo
escorre suco escorre seco
danando lima limão dos beiços
rosto de manga
curso do pingo
amarelo-laranja
peito terreno
sementes sementando
o chão de cimento
melanciando
a barriga chapada da terra
engulo
gula
goiaba com bicho
e tudo
tudo
é só gosto
e gosto.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Como interpétreo Pessoa: 
Fingindo entender de fingimentos.
Nêgo, não nego
Nagô pro que der e vier.
sobre a celha que carrego 
em minha marquise acabrunhada
vise-te a visita 
pruma vista angular 
inadequada
sobre o cenho franzo franzino
senhoril serpenteado
inquisito-te o esquisito do esquivo
interpretado.
no centro
do giro das sirenes
rebolam facções diagnosticadas
e zunidos de iradas anunciações
submetidas, que são, ao calor 
da crise da meia-cidade
tara-taram as hélices dos poli-ventiladores
a soprar para o céu os vigilantes
cadentes
uma criança corre com um cordão na mão
o coração na boca
mas na faculdade de barulhos
não se tem escolta.
A cor dando a pele
Um toque
Apele ao mais profundo
Arrepio
Nos levantamos
Pelos enrolados
Fios
Da história
Crespa coroa de um coque.