segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Chorem suas pitangas
Mas que sejam vermelhas
Pitangas sedutoras
Deixem rolar de seus olhos azuis, Zonassuis
A lágrima mais promissora

E viva o seu palpite de sócio
Viva o sacrílego negócio
Mortificado comício
Do vício de palpitar corações
Orações em divórcio

Um palpite a qualquer hora
É o desespero de jogar Perfil
Face aos livros que nunca foram lidos
Face aos arreios da mão civil

Nas urnas mortuárias dos egos
Nas ruas movimentadas dos cegos
Chorem suas pitangas mais nordistintas
Como as miçangas que brotam de seu fuzil

Esbravejem ignorâncias, ânsias ancestrais
Dê mil passos atrás quando perceber no discurso uma base
Sociologia às favas, pro diabo com essas vis sepulcrais
Ideologias ingratas, melancolias ideais

Você não sabe, mas é obrigado a se posicionar
Não quer saber, mas brada bordões prefabricados no ar
O "para todos" chavão de sua posição aristocrata
Você não sabe, mas deseja um infalível sistema de castas.