Sinto
Ou penso que sinto
O tropeço é começar a sentir
Ou afirmar que se pensa?
Começo a duvidar de mim
Sou ausência
Começo a não saber se penso
demais
Nos sentidos
(E se faz diferença)
Se penso não sinto o que penso
Ou sinto o mesmo que penso,
Tanto faz...
Começo a temer a demência
E a tremida eloquência que traz
"E o que é isso agora?"
- penso de mim para comigo
Ora se não sou eu (tantas vezes)
outro
Influenciável, roedor de ossos
roídos
Querendo saber e descobrindo que
é poço - e não "posso"!
Alguns - belos novos francos
velhos feios - livros
E me deixo ser um simplório
dicotômico
Sentir e pensar seus/meus duelos
vivos
Tão vivos, tão fracos, tão frios
Que permaneço
Cômico.
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