terça-feira, 22 de abril de 2014

Desleixo

Comover-me
É como ver a mim mesmo
Andando a esmo
Mesmo andando por cá.

Desamarrados tênis
Para tropeços
Amarrotadas calças
Para passar
Meias cansadas, manchadas
Nos calcanhares
Muitos lugares
E sou de nenhum lugar
Pelos na cara
A crescerem com o tempo
E pouco tempo
Para me pentear
Camisas tolas
De desenhos felizes
Caminham sós de tanto eu as usar.

Desleixo
Deixo a roupa suja no sexto
Mas recolho a minha vida da corda

Antes mesmo de ela secar.

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