É difícil perceber que não amo a
humanidade
Que prefiro a umidade relativa do
ar
A relativizar os homens e seus
detalhes
Decepção constante, é o que somos
Mutuamente, reciprocamente
Pois se não podemos nos concertar
Não conseguimos nos conformar
E não somos moldes divinamente
perfeitos
À semelhança de um deus
O que nos resta é a aversão
constante
- Embora escamoteada em ideologias do próprio,
em birrinhas de sóbrios, em diferenças inesgotáveis -
Por sermos quem nós somos,
Da maneira que não sabemos que
somos
E, a partir disto,
Acharmos que os outros não são o
céu que sonhamos
E que supomos conhecer.
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