- Qual é?
Não se pode perguntar!
Ninguém te deixa deixar o chá
A congelar num palito em pé
Mas a pergunta arguta estapeia
A face de cristal, nessa peleia.
- Como é?
O “como é?” estraga a capa
artística
Belisca o braço de quem devaneia
e vai
Achando que o não-pensar é mais
Do que o não-ser não é
Pré-socraticamente estiloso
E felizmente mente
Posto que tudo isso, por mais
belo,
ainda é mimeses Platônica.
- Não!
Não é o efêmero e o inexplicável
“senão”
O poema não é sandeu, nem barato
como a loucura
Poema é esforço real da carne
dura
Não é espirito
O poema é criatura.
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