Trombadas amigas servem para
corrigir a hora
O relógio anda meio atrasado para
rir
E adiantado para sentir
Nós elefantes e nossas trombas
elegantes
Seguramos nossos rabos e andamos
juntos
Sugamos a água como cocaína
E jorramos boca à dentro
Mais um gole de cólera líquida
Que Zygmunt me salve das teorias
Pois ando meio desastrado nos
argumentos
Amendoins e torrões de açúcar
para nós todos
Dá até para assistir a algum jogo
Ou esperar o carnaval
Empate, nocaute, fatal
Minha terra, meu circo, meus
vícios...
Sempre me acompanham e me levam
ao lugar comum
De ser datado e fichado e
singelamente estigmatizado
Por mim
Ser incorrigível
Ser intragável
Sou como um primeiro trago
Sou a desgraçada tosse que
entrega o novato
Sou sem o ser para mim, sou para
a alteridade
Mas, já que é assim
Assumo a culpa
Visto a roupa de vilão
E saio para passear
Sujando com meus passos o chão.
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